Sessão sobre a interculturalidade entre Portugal, Macau e China com a Doutora Liliana Gonçalves
No dia 19 de maio, a EPADRPL acolheu a Doutora Liliana Gonçalves, professora na Universidade de Macau, para uma Sessão sobre a interculturalidade entre Portugal, Macau e China, destinada à turma 3.º B/C.
Com a sua experiência em Macau desde 2003, Liliana Gonçalves deu a conhecer um pouco sobre esta cultura, onde, devido a fatores comerciais, económicos e profissionais, o interesse da China pela língua portuguesa se encontra em claro crescimento, havendo cada vez mais estudantes universitários chineses e macaenses a estudar a nossa língua.
Foi em 1513 (época dos Descobrimentos) que o primeiro português chegou ao Sudeste da China. Em 1557, as autoridades chinesas autorizaram os portugueses a estabelecerem-se permanentemente em Macau. Nascia assim, na Península de Macau, o primeiro verdadeiro entreposto comercial europeu entre o Ocidente e o Oriente. Em 1887, Portugal conseguiu estabelecer o "Tratado de Amizade e Comércio entre a China e Portugal". Porém, em 1999, a soberania de Macau foi transferida de Portugal para a China, tendo-se Macau tornado uma Região Administrativa Especial da República Popular da China.
Macau (Região Administrativa Especial de Macau - R.A.E.M.) situa-se junto a Hong Kong e inclui a península de Macau e as ilhas de Taipa e Coloane. Macau tem duas línguas oficiais: o chinês e o português). Existe ainda o cantonês, língua autóctone, de uso corrente.
Como era inevitável, a curiosidade dos alunos do 3.º B/C sobre a gastronomia macaense e, em particular, sobre o mandarim foram tema de animada conversa, acabando estes por aprender com grande entusiasmo os tons e, seguidamente, várias palavras e expressões, como os conhecido Nǐ hǎo (Olá!), Zàijiàn! (Adeus!) e Xièxiè! (Obrigado!).
Em Macau convivem angolanos, brasileiros, cabo-verdianos, chineses de Macau, chineses da China, chineses de Hong Kong, goeses, guineenses, macaenses, moçambicanos, portugueses, timorenses, são-tomenses, entre outros estrangeiros. Questionada pelos alunos sobre a sua convivência com povos tão diferentes, Liliana Gonçalves concluiu, sublinhando que são povos diversos, com culturas diversas, que se encontram e se desencontram em língua portuguesa, que se respeitam acima de tudo e, sobretudo, que se unem na multiculturalidade.
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