Ida ao Teatro - “Farsa de Inês Pereira” - 24 de fevereiro de 2025
No dia 24 de fevereiro, os alunos do 1.º A, 1.º B/C e 1.º FC/FR deslocaram-se ao Auditório Municipal de Perafita, em Matosinhos, para assistir à representação da peça vicentina “Farsa de Inês Pereira”, que se insere no conteúdo programático de Educação Literária, que contempla essa obra de Gil Vicente, no Módulo 2.
Os alunos foram acompanhados pelas professoras de Português, Graça Fernandes e Cláudia Neves, e pelas professoras Aurora Viães e Sandrina Oliveira.
Dado que o Teatro e a Arte são para todos sem exceção, os alunos manifestaram um enorme entusiasmo por poderem assistir à peça e interagir com os atores da Companhia de Teatro “O Sonho”.
Esta saída em contexto de sala de aula permitiu-lhes tomar contacto direto com aquilo que seriam as representações teatrais vicentinas no século XVI, e, apesar das diferenças relativas à mudança linguística patentes no texto, tudo se torna mais claro no palco, pois a movimentação cénica das personagens e a intencionalidade que subjaz à mesma não deixam dúvidas. É caso para dizer que, depois de ler e estudar, ver as personagens em ação produz uma verdadeira aprendizagem significativa. Os alunos apreciaram muito a interação com os atores que encarnavam as personagens de Pêro Marques e dos Judeus casamenteiros, Latão e Vidal, proporcionando momentos muito divertidos, característica típica do teatro vicentino, graças aos seus processos de cómico.
Mas é através do riso que é possível refletir sobre os comportamentos humanos, verdadeiramente intemporais. A peça permite estabelecer uma clara relação com temáticas atuais tão na ordem do dia, como sejam o papel da mulher na sociedade; o casamento por conveniência; as questões da violência doméstica observadas no casamento de Inês com Brás da Mata; a necessidade de as mulheres serem ardilosas para sobreviverem numa sociedade patriarcal; a devassidão dos membros da igreja.
Gil Vicente foi um dramaturgo que quebrou barreiras, é e será sempre pertinente abordá-lo, já que, na sua essência, o seu teatro se debruça sobre a natureza humana e essa permanece inalterável.