Ação de formação “O Bullying na Escola” - 30 de junho de 2023
Nos dias 29 e 30 de junho, realizaram-se duas ações de formação destinadas aos Assistentes Operacionais da EPADRPL, com o tema: “O Bullying na Escola”.
Foram realizadas atividades diversas e interativas, de reflexão, aquisição de conhecimento e de pôr em prática o aprendido/relembrado. Abordou-se o que é e o que não é bullying, que tipos de bullying existem, quem são os intervenientes, situações a ter em atenção, como ajudar a prevenir, como ajudar uma vítima, como agir face a um/a possível agressor/a, a quem reportar, e, principalmente, os participantes foram sensibilizados para o facto de um/a bully também precisar de ajuda e para o seu papel premente, enquanto assistentes operacionais, pois podem fazer a diferença na vida dos jovens.
Estes profissionais encontram-se numa relação de proximidade com os alunos, convivem e assistem à convivência dos alunos entre si, nos ambientes informais da Escola (nos intervalos, nos espaços de recreio, no transporte dos/as alunos/as...). Têm, assim, acesso privilegiado às interações entre os alunos, pelo que se constituem agentes cruciais na prevenção e na deteção de situações de alerta. Para além disto, na EPADRPL, os alunos procuram as Assistentes Operacionais para ajuda e partilha das mais variadas situações, mantendo muitas vezes relações significativas. Revela-se extremamente importante capacitar assistentes operacionais atentos/as e disponíveis para as questões da violência em contexto escolar, almejando contribuir para que a Escola se assuma como um espaço singular de prevenção e combate a todos os tipos de violência.
A violência assenta em preconceitos e desrespeito pela diferença e pelos direitos humanos. Ainda prevalecem, na sociedade, alguns mitos associados ao bullying, como, pensar que é normal entre os jovens, que faz parte do seu crescimento, que é “coisa de rapazes” e que “contar a alguém que sou vítima de bullying vai piorar a situação”.
Urge capacitar todos os agentes educativos para esta e outras temáticas frequentes e/ou prejudiciais em contexto escolar, garantir que as intervenções informais que estes profissionais têm com os alunos sejam informadas e baseadas em boas práticas. Abordar temas preocupantes como este faz parte da preparação para se atuar de forma adequada. Informar os agentes educativos sobre os fenómenos da violência, como os identificar, prevenir, agir e reportar é o primeiro e mais importante passo na sua prevenção.
Segundo dados do Observatório Nacional do Bullying (2021), em 97.6% dos casos de bullying reportados, as vítimas e as pessoas agressoras frequentavam o mesmo estabelecimento de ensino. A maior ocorrência de situações de bullying deu-se no recreio/pátio e nos intervalos, com predomínio da violência psicológica (90.20%). Os principais motivos apontados para a prática do bullying foram o aspeto físico (53.70%) e os resultados académicos (48.80%) das vítimas. Entre as necessidades sentidas pelas vítimas incluem-se: o apoio psicológico (45.10%), o tratamento médico (22%) e a hospitalização (3.70%). 11% das vítimas correram risco de vida.
Por fim, partilha-se um testemunho anónimo de um dos participantes na ação de formação, o qual revela que se conseguiu alcançar o objetivo pretendido: “Uma sessão muito enriquecedora e uma excelente formadora. O grupo foi muito participativo nas cativantes atividades propostas. Poderíamos ter tido mais uma hora de sessão, para debater e conversar mais sobre o tema e realizar mais atividades. Uma formação que julgo ter importância para toda a comunidade escolar (docentes, não docentes, encarregados de educação e alunos). Obrigada pela oportunidade. É construtivo continuar a investir na formação dos intervenientes do processo educativo da escola.”
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