As armadilhas dos nossos alunos no combate à vespa-asiática

No dia 10 de novembro, os alunos do 2.º B, do Curso Profissional Técnico de Produção Agropecuária, no âmbito do trabalho desenvolvido no setor da Apicultura, trataram da manutenção e reposição de armadilhas para a eliminação do maior número possível de efetivos de vespa-velutina, vulgarmente conhecida como vespa-asiática.

Nesta tarefa, foram utilizados dois tipos de armadilhas: alimentares e eletrificadas. As armadilhas alimentares foram executadas em garrafões de água com mistura atraente, uma solução líquida com água, açúcar e fermento de padeiro. As armadilhas eletrificadas (harpas) foram reparadas. Pretende-se com estes dois tipos de armadilhas diminuir significativamente a predação, levando-a futuramente a valores quase nulos.

A vespa-velutina é uma espécie exótica de caráter invasor que se alimenta de abelhas e de outros insetos polinizadores. Este facto afeta significativamente a produção agrícola e a biodiversidade. Os seus ataques a apiários ocorrem, sobretudo, entre o início do verão e o outono, altura em que as vespas necessitam de proteína para alimentar as suas crias.  

A anteceder a atividade de cariz prático, houve tempo para uma explicação teórica sobre as características da vespa-velutina e sobre a forma como as abelhas se tentam defender deste predador. Relativamente à vespa-velutina, trata-se de espécie diurna, que pode chegar aos 3,5 cm de comprimento (rainha). Quanto à coloração da mesma, salientam-se as seguintes particularidades: tórax praticamente negro, aveludado e delimitado por uma faixa amarela; o abdómen é maioritariamente castanho, apenas com uma fina linha amarela entre o primeiro, segundo e quarto segmentos; a terminação e as asas são escuras; as patas são pretas e amarelas.

No que toca à estratégia utilizada pelas abelhas para se protegerem da entrada da vespa na colmeia, esta incide unicamente em rodear o predador, começando a bater as asas para elevar a temperatura até aos 40ºC / 41ºC, temperatura letal para as vespas. Devido a esta temperatura elevada, as abelhas obreiras quase se matam a si próprias, pois só suportam temperaturas até 42ºC.