Ação de sensibilização “Violência no namoro”

Porque namorar não é ser dono!

No mesmo dia em que o Governo lançou a campanha com o lema: #NamorarNãoÉSerDon@, com o objetivo de desconstruir a ideia de que a violência é algo normal, a nossa escola assinalou o dia 14 de fevereiro, dia de S. Valentim ou Dia dos Namorados, com uma ação de sensibilização sobre um dos flagelos sociais que, infelizmente, se inicia cada vez mais cedo: a violência no namoro.

Os alunos das turmas 1.º A, 1.º B/C, 2.º A, 2.º B/C, 3.º A e 3.º B/C foram convidados a ouvir as palavras de quem, diariamente, anda no terreno e conhece bem a realidade: os agentes Alberto Azevedo e Paulo Alves, da Polícia de Segurança Pública.

Os alunos ficaram a conhecer o que se entende por violência no namoro, assim como quem são os principais agressores. Em termos de percentagem, no distrito de Viana do Castelo, relativamente ao ano anterior, o número de vítimas femininas é muito superior (mais de 90%) ao das vítimas masculinas (cerca de 8%).

Também igualmente esclarecidos sobre as atitudes a adotar, caso sejam vítimas ou conheçam quem seja, pois muitas vezes os agredidos, por medo ou vergonha, não denunciam as situações, que acabam frequentemente em morte. O Agente Azevedo partilhou algumas situações de violência doméstica grave, que testemunhou, enquanto polícia, alertando os jovens que essa violência começa, quase sempre, no namoro.

Foram, também, apresentadas várias consequências que decorrem da violência, sendo que muitas delas nunca são ultrapassadas pelas vítimas, deixando marcas para a vida.

Procurou-se ainda dar resposta a questões sensíveis, como, por exemplo, o que leva algumas pessoas a permanecerem em relações violentas, desculpabilizando constantemente o agressor. Nestes casos, é sempre o medo que fala mais alto!

De salientar que um estudo recente em Portugal, aponta que 67% de jovens consideram como natural algum dos comportamentos de violência. O mesmo estudo alerta também para a elevada prevalência da violência psicológica, exercida através das redes sociais ou em atitudes de controlo (sobre o vestuário, hábitos de convívio ou outros comportamentos). 

Os alunos estiveram atentos e colaborativos, colocaram questões muito pertinentes e, por esses motivos, consideramos que estas atividades são da maior importância, ajudando os nossos jovens a crescer de forma consciente e responsável, porque namorar não é ser dono!